sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

20/00/2015 - "Portugal avança com leilão de Obrigações do Tesouro a 10 anos na próxima Quarta-Feira" - Economico


Esta é a terceira vez este ano que Portugal volta a testar os mercados com títulos de longo prazo. O montante indicativo do leilão é de entre mil milhões e 1,25 mil milhões de euros.

Portugal avança com leilão de Obrigações do Tesouro a 10 anos na próxima quarta-feira
A agência que gere o crédito público, o IGCP, anunciou um novo leilão de Obrigações do Tesouro na próxima semana. A operação, que incide sobre a linha de OT que vence em Outubro de 2025, está marcada para quarta-feira e será de entre mil e 1,25 mil milhões de euros.
Caso seja colocado o montante máximo pretendido, a operação permitirá ao Estado aumentar para oito mil milhões de euros o montante angariado este ano no mercado, através da colocação de Obrigações do Tesouro.
O objectivo do Estado para a totalidade do ano era conseguir um financiamento de entre 12 a 14 mil milhões de euros. Ou seja, o Tesouro pode terminar Fevereiro com bem mais de metade do financiamento previsto para este ano.
No entanto, a decisão em antecipar o pagamento de parte dos empréstimos do FMI poderá levar o IGCP a rever o plano de financiamento, aumentando-o. O Estado conta pagar 14 mil milhões de euros ao Fundo nos próximos dois anos e meio.
O leilão da próxima semana permitirá ainda ao Tesouro aumentar a rede de segurança da almofada financeira que tem vindo a construir nos últimos anos. No final de 2014, o valor em tesouraria era de 10,2 mil milhões de euros. Esse número deverá ter aumentado consideravelmente desde o início do ano.
Além de não ter havido nenhuma amortização significativa, o Estado conseguiu fazer uma emissão sindicada de OT a dez e a 30 anos em Janeiro, angariando um total de 5,5 mil milhões de euros. Na semana passada foi ao mercado e obteve 1,25 mil milhões de euros em dívida a dez anos. Também o corte das taxas dos instrumentos de dívida direccionados para o retalho, que começaram a ter efeito este mês, levaram a subscrições recorde destes produtos no primeiro mês do ano.
O ritmo de colocações de dívida de médio e longo prazo no mercado ocorre numa altura em que as taxas exigidas pelos investidores negoceiam em mínimos. Na linha que será alvo do próximo leilão, a taxa exigida no mercado secundário, que serve como um indicador de quanto o Estado poderá ter de pagar para emitir, situa-se em 2,213%.

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